sábado, 30 de abril de 2016

Pecuária

O desenvolvimento da pecuária no período colonial aconteceu com o próprio processo de colonização, quando os portugueses trouxeram as primeiras reses para a realização da tração animal, o consumo local e o transporte de cargas e pessoas. Com o passar do tempo, o aumento dessa população bovina gerou um problema aos plantadores de cana. Afinal de contas, o gado acabava ocupando um espaço que era originalmente reservado ao desenvolvimento da economia açucareira.
Com o passar do tempo, a criação de gado passou a ocupar regiões do interior do território que não interferissem na produção de açúcar do litoral.Tal experiência, ocorrida principalmente na região Nordeste, fez com que os primeiros criadores de gado adentrassem o território e rompessem com os limites do Tratado de Tordesilhas.No século XVIII, essa experiência foi potencializada por um decreto da Coroa Portuguesa que proibia a criação de gado em uma faixa de terras de oitenta quilômetros, da costa até o interior.
Seguindo o fluxo de diferentes rios, os criadores de gado adentravam o território e, consequentemente, expandiam involuntariamente as possessões coloniais. Ao mesmo tempo em que favoreciam o alargamento das fronteiras, a atividade pecuarista desenvolvia relações sociais e econômicas que se distanciavam dos padrões tradicionalmente ditados pelas plantations agroexportadoras e escravistas do litoral brasileiro.

Geralmente, os trabalhadores ligados à pecuária eram brancos, mestiços, índios e escravos alforriados. A existência de escravos era minoritária e grande parte desses trabalhadores – na qualidade de vaqueiros e peões – recebiam uma compensação financeira, considerada regular, pelos seus serviços. Os vaqueiros, que coordenavam as atividades junto ao gado e comandavam os peões, recebiam um quarto das crias do rebanho nascidas ao longo de um período de quatro ou cinco anos.
    
             Disponível em:http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/pecuaria-colonial.htm

Cana de Açúcar

Considerada a primeira atividade economicamente organizada, o ciclo da cana-de-açúcar surgiu na fase colonial do Brasil entre os séculos XVI e XVII, e iniciou-se da necessidade de colonizar e explorar as terras brasileiras, que na época não tinham muita importância econômica para a Coroa Portuguesa.
Além de ser vantajosa economicamente para Portugal, a atividade colaborava com a colonização portuguesa no Brasil. Foi com esse intuito, de colonizar tendo um retorno econômico satisfatório, que os portugueses instalaram engenhos em todas as capitanias hereditárias, para que o cultivo de cana-de-açúcar fosse iniciado.
O primeiro engenho foi fundando por Martins Afonso de Souza em 1533, na Capitania de São Vicente. E logo o cultivo se espalhou por todo o litoral brasileiro, tendo um melhor desenvolvimento no Nordeste, nos locais onde atualmente se encontram os Estados de Pernambuco e Bahia. A mão-de-obra utilizada nos engenhos era composta sempre por escravos africanos e índios.
E o açúcar permaneceu como o principal produto de exportação do Brasil por mais de 200 anos, tendo convivido, contribuído e muitas vezes resistido a muitas mudanças sócio-político-culturais durante todos esses anos.

       Disponível em :http://www.estudopratico.com.br/ciclo-da-cana-de-acucar-no-brasil-colonia/

Pau Brasil

A exploração

A exploração da árvore do pau-brasil veio a ser a primeira atividade econômica empreendida pelos portugueses em território brasileiro. Sua extração foi fácil, pois o pau-brasil estava localizado em florestas adjacentes ao litoral e havia um intercâmbio permanente com os índios, que talhavam e conduziam as toras em troca de mercadorias européias banais, tais como facões, machados, espelhos, panos, entre outras coisas.
O pau-brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse uma autorização preliminar da Coroa Portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por esta. O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, porém, em troca desta permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré -estipulada à Coroa e também edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos invasores.

   Disponível em :http://www.infoescola.com/historia/exploracao-do-pau-brasil/